Mamoplastia de Aumento · Caso Especial
Mama Tuberosa
Mama tuberosa (ou tubular) é uma malformação congênita do desenvolvimento glandular — não uma complicação de cirurgia anterior. A correção combina mamoplastia de aumento com manobras técnicas específicas para essa anatomia.
Avaliação individual
A indicação é definida em consulta presencial, com análise da sua anatomia e do histórico cirúrgico.
O Conceito
O que é a Mama Tuberosa
A mama tuberosa é uma malformação congênita do desenvolvimento da glândula mamária, caracterizada por base de implantação estreita, sulco inframamário elevado ou mal definido e constrição da porção inferior da mama — com frequência associada à herniação do complexo areolopapilar (a aréola e o mamilo "empurrados" para frente pelo tecido glandular constrito).
O grau de acometimento varia entre as mamas e entre pacientes, podendo ser unilateral (afetando apenas um lado) ou bilateral, e com diferentes combinações de déficit de volume, constrição da base e herniação areolar.
É importante diferenciar: mama tuberosa não é uma complicação cirúrgica nem resultado de uma cirurgia anterior malsucedida — é uma característica anatômica presente desde o desenvolvimento da mama, geralmente notada a partir da puberdade. Por isso, a correção é sempre uma indicação primária de mamoplastia de aumento, e não uma cirurgia revisional.
Características Clínicas
- Base de implantação mamária estreita e constrita
- Sulco inframamário elevado, mal definido ou ausente
- Herniação do complexo areolopapilar em graus variáveis
- Assimetria frequente entre as mamas
- Pode ser unilateral ou bilateral
- Indicação primária — não é cirurgia revisional
Classificação
Tipos e Graus de Acometimento
A literatura de cirurgia plástica costuma classificar a mama tuberosa em graus — também chamados de tipos — conforme a extensão da constrição e o déficit de tecido em cada quadrante da mama: Grau 1 (leve), Grau 2 (moderado) e Grau 3 (acentuado), segundo a classificação de Grolleau et al. (1999). A classificação orienta o planejamento cirúrgico, mas a avaliação individual em consulta é sempre determinante.
Grau 1 — Leve
Constrição limitada ao quadrante inferomedial, com déficit de volume discreto. Frequentemente corrigido apenas com implante e ajuste técnico simples.
Grau 2 — Moderado
Constrição envolve os quadrantes inferiores, com sulco inframamário mais elevado e maior deficiência de tecido na porção inferior da mama.
Grau 3 — Acentuado
Constrição envolve toda a base mamária, com herniação areolar mais evidente e menor quantidade de tecido próprio disponível para cobertura do implante.
Assimetria Associada
É comum diferentes graus entre as duas mamas na mesma paciente, exigindo planejamento cirúrgico individualizado para cada lado.
Abordagem Cirúrgica
Correção Cirúrgica
O tratamento combina a mamoplastia de aumento convencional com manobras técnicas adicionais específicas para a anatomia constrita.
Manobras Técnicas Envolvidas
- Liberação e scoring radial do tecido glandular constrito
- Rebaixamento e reconstrução do sulco inframamário
- Manejo da base areolar quando há herniação do complexo areolopapilar
- Escolha de implante e plano de inclusão compatíveis com a base estreita
- Em casos mais acentuados, pode ser necessária abordagem estagiada (mais de um tempo cirúrgico)
Planejamento Pré-Operatório
- Fotografias em múltiplos ângulos para documentar o grau de constrição
- Avaliação individualizada de cada mama, mesmo em casos bilaterais
- Discussão realista das limitações e possibilidades de cada caso
- Definição conjunta se a correção será em um ou mais tempos cirúrgicos
Por se tratar de uma anatomia mais complexa que a hipomastia simples, a avaliação pré-operatória detalhada é ainda mais determinante para o planejamento cirúrgico e para alinhar as expectativas da paciente com o resultado alcançável.
Recuperação
Pós- Operatório
O pós-operatório da correção de mama tuberosa segue, em linhas gerais, o mesmo protocolo da mamoplastia de aumento convencional, com atenção adicional à região do sulco reconstruído, que precisa de tempo maior de estabilização.
O uso de sutiã cirúrgico ou faixa modeladora é recomendado por um período mais prolongado do que em casos de hipomastia simples, para apoiar a manutenção do novo contorno do sulco inframamário.
Como a base tecidual é mais constrita, o processo de acomodação do implante e definição do formato final pode levar mais tempo — a avaliação do resultado definitivo costuma ocorrer entre 6 e 12 meses.
Cronograma de Recuperação
- Dias 1–7: repouso, curativo e analgesia
- 2 semanas: retorno gradual às atividades leves
- 30 dias: consulta de acompanhamento
- 45 dias: liberação para atividade física de baixo impacto
- 6–12 meses: resultado definitivo, com acomodação completa do sulco reconstruído
Referências Bibliográficas
- Grolleau JL, Lanfrey E, Lavigne B, Chavoin JP, Costagliola M. Breast base anomalies: treatment strategy for tuberous breasts, minor deformities, and asymmetry. Plast Reconstr Surg. 1999;104(7):2040-2048.
- Lozito A, Vinci V, Talerico E, et al. Review of Tuberous Breast Deformity: Developments over the Last 20 Years. Plast Reconstr Surg Glob Open. 2022;10(5):e4355.
Agende sua Avaliação
O primeiro passo é uma consulta presencial para avaliação clínica, discussão de expectativas e planejamento individualizado do procedimento.
Atendimento
Clínica Pelissari — Praia Brava de Itajaí, SC
Conteúdo técnico revisado por Dr. Pablo Arruda — Cirurgião Plástico, CRM-SC 14032 · RQE 13037. Última revisão: 16 de agosto de 2026.