Mamoplastia de Aumento · Técnica
Planos de Inclusão
O plano de inclusão define onde o implante é posicionado em relação ao músculo peitoral e à glândula mamária — uma das decisões técnicas que mais influencia o resultado e a naturalidade do contorno.
Avaliação individual
A indicação é definida em consulta presencial, com análise da sua anatomia e do histórico cirúrgico.
O Conceito
O que é o Plano de Inclusão
Plano de inclusão é o termo técnico para a camada anatômica em que o implante é posicionado durante a mamoplastia de aumento. As opções variam conforme a quantidade de tecido próprio que cobre a prótese: apenas a glândula mamária, a fáscia do músculo peitoral, o próprio músculo, ou uma combinação entre eles.
A escolha do plano é determinada pela espessura de tecido subcutâneo e glandular da paciente ("pinch test"), pelo formato da mama antes da cirurgia e pelo resultado estético desejado — não existe um plano universalmente superior aos demais.
Essa decisão é tomada em conjunto com a escolha do implante e da via de acesso, formando o planejamento cirúrgico completo.
Fatores Considerados
- Espessura do tecido subcutâneo sobre a mama (pinch test)
- Volume glandular prévio da paciente
- Presença de ptose leve associada
- Tônus e espessura do músculo peitoral maior
- Volume e perfil do implante já definidos
Tipos de Plano
As Opções Disponíveis
Cada plano de inclusão tem indicações, vantagens e limitações específicas.
Subglandular
O implante fica entre a glândula mamária e o músculo peitoral. Indicado para pacientes com tecido próprio suficiente para cobrir bem as bordas da prótese.
Subfascial
O implante é posicionado sob a fáscia do músculo peitoral, sem descolar o músculo em si. Oferece cobertura intermediária com recuperação semelhante ao plano subglandular.
Submuscular Total
O implante fica completamente coberto pelo músculo peitoral maior. Reduz a visibilidade das bordas da prótese em pacientes com pouco tecido próprio, mas tem recuperação mais lenta.
Dual Plane
Combina cobertura muscular no polo superior com contato direto entre implante e glândula no polo inferior — ver detalhamento abaixo.
Técnica Mais Utilizada
O que é o Dual Plane
Dual plane é uma técnica de posicionamento em que o músculo peitoral cobre o polo superior do implante, enquanto na porção inferior o músculo é liberado do sulco inframamário, permitindo que o implante fique em contato direto com a glândula mamária.
Essa combinação busca reunir vantagens dos planos submuscular e subglandular: cobertura muscular onde a paciente costuma ter menos tecido próprio (polo superior), e melhor adaptação da prótese ao formato natural da mama na porção inferior, onde o tecido glandular geralmente já oferece cobertura adequada.
Existem variações da técnica (frequentemente descritas como dual plane I, II e III), que diferem no grau de liberação do músculo em relação ao sulco inframamário e à borda inferior da aréola — a escolha entre elas depende do grau de ptose e da anatomia de cada paciente.
Quando é Indicado
- Pacientes com hipomastia e leve ptose associada
- Desejo de cobertura muscular no polo superior
- Necessidade de boa adaptação da prótese ao sulco inframamário
- Casos de mama tubular, combinado a manobras específicas — ver mama tuberosa
- É uma das técnicas mais usadas tanto na mamoplastia primária quanto na cirurgia revisional
Definição na Consulta
Como o Plano é Definido
A escolha final é feita no planejamento pré-operatório, com base em exame físico detalhado.
Prós e Contras a Considerar
- Cobertura x visibilidade: mais músculo cobre melhor as bordas, mas altera a dinâmica muscular
- Recuperação: planos submusculares tendem a ter desconforto inicial maior
- Naturalidade: planos com contato glandular direto podem seguir melhor o formato natural
- Atividade física: planos submusculares podem gerar animação muscular visível em atletas
Perguntas para Levar à Consulta
- Qual plano é mais indicado para a minha espessura de tecido?
- Existe risco de "animação muscular" com esse plano no meu caso?
- Como esse plano se relaciona com o formato e perfil do implante escolhido?
- Esse plano muda algo no meu pós-operatório em relação a outros?
Referências Bibliográficas
- Tebbetts JB. Dual Plane Breast Augmentation: Optimizing Implant-Soft-Tissue Relationships in a Wide Range of Breast Types. Plast Reconstr Surg. 2001;107(5):1255-1272.
- Gould DJ, Shauly O, Ohanissian L, Stevens WG. Subfascial Breast Augmentation: A Systematic Review and Meta-Analysis of Capsular Contracture. Aesthet Surg J Open Forum. 2020;2(1):ojaa006.
Agende sua Avaliação
O primeiro passo é uma consulta presencial para avaliação clínica, discussão de expectativas e planejamento individualizado do procedimento.
Atendimento
Clínica Pelissari — Praia Brava de Itajaí, SC
Conteúdo técnico revisado por Dr. Pablo Arruda — Cirurgião Plástico, CRM-SC 14032 · RQE 13037. Última revisão: 21 de julho de 2026.